A farmacovigilância na farmácia magistral engloba todas as atividades relacionadas aos problemas que podem surgir nos medicamentos: a identificação, avaliação, compreensão do problema e prevenção de efeitos adversos.

Neste processo, o farmacêutico é a figura essencial, pelo conhecimento técnico e habilidades que possui. Estes aspectos são importantes na identificação dos problemas relacionados aos medicamentos que possam ocorrer.

Além das reações adversas aos medicamentos, a farmacovigilância também considera os problemas causados por desvios de qualidade de medicamentos. Além desse, erros de medicação, inefetividade terapêutica, uso abusivo dos medicamentos, intoxicações e etc.

Também é papel da farmacovigilância determinar quais são as reações adversas que ultrapassam a linha da eficácia do medicamento, ou seja, quais efeitos colaterais valem o risco em comparação a eficácia para o tratamento da doença.

Por exemplo, a quimioterapia traz efeitos colaterais graves, mas são aceitáveis comparados com a gravidade da doença. Já se um medicamento para dores musculares causasse os mesmos efeitos, o medicamento não seria aceito.

Farmacovigilância na farmácia magistral: função essencial

A farmacovigilância na farmácia magistral é uma função essencial no seu estabelecimento, atuando de forma orientativa e preventiva, utilizando-se de todos os conhecimentos técnicos da área, visando a prevenção de equívocos desde a prescrição até a própria administração dos medicamentos.

A atenção farmacêutica é essencial para prevenir e solucionar problemas relacionados aos medicamentos. Além disso, é essencial ter o feedback do cliente sobre a medicação, principalmente no ramo da farmácia magistral. Dê ouvidos aos seus clientes, registre suas reclamações para evitar que outros pacientes tenham reações adversas ou outros erros de medicação com aquele mesmo produto.

Interações medicamentosas podem ocorrer em diversas terapias. Surgem quando o medicamento prescrito é associado a outro medicamento, ou a alimentos, ou mesmo a outras substâncias (como o tabaco , drogas de abuso, ou mesmo outras substâncias que o paciente possa entrar em contato, como inseticidas, produtos de limpeza, cosméticos, etc.) A farmacovigilância atua no diagnóstico, controle e prevenção dessas possíveis interações.

É importante que a comunicação com o paciente seja efetiva neste quesito.

A investigação comum da farmacovigilância

Uma investigação comum começa com a obtenção das informações sobre os pacientes e os medicamentos que faz ou fará uso. Isso evita interações entre medicamentos que possam causar reações.

Outros quesitos são analisados, como se o medicamento está rotulado corretamente, se foi realizada a leitura correta da receita e a padronização da rotina ao administrá-lo. Além de outros fatores na farmacovigilância na farmácia magistral que não são de responsabilidade do paciente, como:

  • Os fatores ambientais.
  • Estrutura do ambiente de trabalho da farmácia.
  • Orientação adequada ao cliente.
  • Rotulagem e comunicação adequada ao cliente.
  • Treinamentos continuados aos profissionais.
  • Informações e dados dos medicamentos novos e os já utilizados devem ser obtidos antecipadamente.

E, por fim, a farmácia deve implantar uma ferramenta de gestão de qualidade e riscos, sensibilizar a equipe de trabalho para analisar e revisar as rotinas.

Uma vez identificado o motivo daquele problema com o medicamento, o farmacêutico deve notificar as reações adversas juntos aos órgãos sanitários e ao fabricante para que possa ser corrigido.

As notificações também servem para ajudar o órgão responsável, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), na identificação de efeitos adversos dos medicamentos.  Além disso, gerar mais conhecimento sobre estes efeitos e também alterar as recomendações de uso e cuidados dos medicamentos, quando necessário.

Agora que você entende o conceito da farmacovigilância na farmácia magistral, aproveite para assinar nosso newsletter. Assim você poderá receber mais conteúdos importantes para o seu negócio!

Referências: CRF-SP, OPAS e Anvisa.