Por que oferecer o teste da Covid-19 na farmácia magistral?

Apesar de enfrentarmos o nono mês da pandemia, a recorrência de pessoas que apresentam infecção no país ainda é alta. Ter o diagnóstico precoce é fundamental para garantir a saúde do paciente e evitar que novas pessoas sejam infectadas. Pensando nisso, os testes da Covid-19 na farmácia são fundamentais para tornar esse processo ainda mais rápido.

Dessa maneira, no combate contra o avanço da doença no Brasil, as drogarias e farmácias magistrais também têm um papel fundamental. Existem diferentes tipos de testes que podem ser realizados, desde que sigam todos os critérios de segurança para o estabelecimento e seus consumidores, incluindo aqueles que em nenhum momento tiveram contato com o exame.

Os testes rápidos, também conhecidos como testes laboratoriais remotos (TLR), fazem parte do avanço da tecnologia na área da saúde e permitem democratizar o acesso a eles. Quer saber mais sobre o assunto e desenvolver esse tipo de cuidado farmacêutico? Confira a leitura do artigo!

Como funciona o processo de teste da Covid-19 na farmácia?

O processo de aprovação das farmácias para executar os testes rápidos — ensaios imunocromatográficos — de Covid-19 foi liberado no final de Abril de 2020, na resolução RDC nº 377. Com carácter esporádico e temporário, os testes passaram a ser realizados por todos os estabelecimentos interessados.

Entretanto, para que isso aconteça, é necessário que o local crie uma série de procedimentos para garantir a saúde de todos os envolvidos: clientes suspeitos, profissionais e demais clientes que não se envolveram de nenhuma forma no exame.

Esses cuidados foram importantes para realizar cerca de 1 milhão de testes desde a liberação até a primeira semana de dezembro de 2020. Entre eles, mais de 145 mil resultados foram positivos, dado que ajudou a evitar o alastramento da infecção.

Quais são os tipos de testes da Covid-19?

Existem três diferentes tipos de testes da Covid-19 na farmácia que podem ser aplicados. Entretanto, cada um apresenta curadoria diferente e diversas questões que devem ser analisadas. Confira quais são eles!

Detecção de anticorpos

Esse tipo de exame é indicado para pacientes com sintomas há pelo menos 8 dias. Isso porque o paciente, na fase aguda da Covid-19, ainda não produz anticorpos. Por isso, não é recomendável o exame que detecta IgG e IgM.

Na maioria dos casos, é interessante para pessoas que acreditam que já contraíram o vírus e estabilizaram os sintomas. Vale ressaltar que os anticorpos presentes no organismo não são garantia do não retorno da doença.

Para esse exame, é fundamental o uso de EPIs, como máscara, de preferência do tipo cirúrgico, luvas, aventais, toucas e protetor facial. Apesar dos riscos, com o uso dos equipamentos, ele se torna seguro tanto para o paciente quanto para o profissional.

Detecção de antígeno

Quanto a esse tipo de exame, ele é muito indicado para casos suspeitos. Feito por biologia molecular, rRT-PCR ou qRT-PCR, ele não dá o diagnóstico concreto, mas já é possível identificar a presença do vírus no organismo, sendo necessário o encaminhamento médico para exames mais conclusivos.

Entretanto, vale ressaltar que o exame necessita de mais experiência dos profissionais, uma vez que a amostragem é retirada das vias nasais do paciente.

Os testes da Covid-19 na farmácia tiveram um papel fundamental no combate ao avanço dessa doença. Como adiantamos, nos primeiros dias do coronavírus, o corpo apresenta quadro assintomático ou poucos sintomas, mas com grande carga transmissível. É por esse motivo que é tão importante o diagnóstico precoce, evitando a transmissão.

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