Sono: como necessidade fisiológica e essencial para manutenção da saúde imunológica.

O artigo lançado pela Magi News (https://www.jmariano.com.br/maginews) traz esclarecimentos importantes sobre as causas atuais no transtorno do sono e  sua importância para a manutenção da saúde imunológica. 

O sono é uma necessidade fisiológica humana, juntamente com alimento, água e ar e da mesma forma que acontece com a alimentação, atender essa necessidade biológica requer o envolvimento em um comportamento intencional; diferentemente de respirar que é um comportamento automático. Ou seja, para alimentar-se ou para dormir o indivíduo precisa querer voluntariamente ao passo que respira involuntariamente. 

Na maioria das pessoas o sono ocupa entre 20 e 40% do dia, e é essencial para manutenção da saúde imunológica, restabelecimento da energia e consolidação da memória. Atingir boa quantidade e qualidade de sono é necessário para bem-estar e saúde geral. Apesar disso, cerca de 45% dos indivíduos adultos não atingem o recomendado de 7 a 9 horas de sono ininterrupto por dia. O sono representa um conjunto de processos sob controle neurobiológico e impacta seriamente em muitos sistemas fisiológicos. Alguns desses processos são geneticamente e fisiologicamente controlados, não é por acaso que a maioria das pessoas prefere dormir a noite e adotam uma postura estereotipada reclinada ou deitada, ninguém gosta de dormir em pé e de dia. O sono também é socialmente controlado, orientado pelo ambiente em que vivemos e sujeito a fatores sociais e interpessoais. 

Por exemplo, a Internet, representou uma mudança tão profunda na sociedade, causando impacto no trabalho e nas famílias e levando a mudanças pessoais que influenciaram os padrões de sono, como as redes sociais na hora de dormir ou navegar pela Internet até tarde da noite.


Transtornos do Sono e Insônia

• Transtornos de insônia crônica: A ICSD-3 consolidou o diagnóstico da insônia (primária ou comorbidade) como: distúrbio de insônia crônica.

• Transtornos respiratórios relacionados ao sono: as apneias do sono e os distúrbios de hipoventilação, quadros que acometem pacientes adultos e pediátricos.

• Transtornos centrais de hiper sonolência: Caracterizados por excessiva sonolência durante o dia, não atribuída a outros distúrbios de sono. São frequentemente causados por anormalidades intrínsecas no SNC no controle de sono e vigília.

• Transtornos de ritmo circadiano sono e vigília: estes distúrbios afetam os trabalhadores em turnos e as pessoas que viajam grandes distâncias abrangendo fusos horários opostos, o que chamamos de “jet lag”. Seu diagnóstico pode ser feito pelo uso de biomarcadores como a melatonina associada a ausência de luz, o relato de pacientes através de questionários padronizados também é considerado para o diagnóstico.

• Parasonias: os transtornos mais comuns nessa categoria, são os pesadelos, terror noturno, distúrbios alimentares relacionados ao sono, sonambulismo, paralisia do sono e outros.

• Transtornos de movimento relacionados ao sono: Síndrome das pernas inquietas e bruxismo estão classificados neste grupo.

De maneira geral, estes transtornos afetam 25 a 33 % das pessoas e pelo menos 10% precisam de tratamento terapêutico.

A importância de conhecer os inúmeros tipos diferentes de transtornos do sono é a compreensão que a insônia pode ser a causa primária destes transtornos, ou, muitas vezes, a insônia é secundária a outros quadros, é fundamental identificar e tratar adequadamente a sua causa primária. A natureza secundária de vários transtornos de sono, pode induzir a tratamentos inadequados, como resultado da tentativa de solucionar a insônia ao invés da real causa primária.

A insônia é, portanto, um dos tipos de transtorno de sono e afeta 10% a 20% das pessoas, cerca de 50% destas seguem um curso crônico. A insônia primária é uma condição clínica caracterizada por sono insuficiente ou de má qualidade, não atribuído a causas médicas, psiquiátricas ou ambientais e com um histórico mínimo de um mês. Os sintomas específicos são: a dificuldade para adormecer, dificuldade para manter o sono sem interrupção, o despertar precoce e sono não restaurador, acompanhados de sonolência, falta de concentração, irritabilidade e fadiga durante o período de vigília.

A insônia é considerada um fator de risco para desenvolvimento de outros transtornos médicos e mentais e a relação emocional entre dor e ansiedade podem agravar sua severidade, mesmo quando a dor está controlada. A tríade depressão-ansiedade-dor e a manifestação da insônia formam juntos um complexo clínico no qual todas as combinações são possíveis e podem se manifestar ao mesmo tempo em um indivíduo.

O Ritmo Circadiano O corpo humano mantém um ritmo biológico chamado ritmo circadiano que oscila em ciclos de 24 h, é este ritmo que orquestra os ciclos fisiológicos normais envolvendo sono e vigília que ocorrem diariamente. O ritmo circadiano é controlado tanto por fatores genéticos do relógio biológico (genes Clock) como por fatores externos incluindo nutricionais e ambientais.

Por trás dos distúrbios de sono encontramos a hiperexcitação do sistema neuroendócrino causada por anormalidades no ritmo circadiano (envolvendo os genes Clock, secreção de melatonina e receptores adenosina), a via de transmissão gabaérgica, fatores endócrinos como níveis elevados de cortisol e vias excitatórias envolvendo glutamato e aspartato. Os transtornos do ritmo circadiano são uma das categorias de transtornos de sono descritos, e podem ter impacto negativo no bem-estar psicológico e a saúde física.


Prevenção e Tratamento da Insônia

Muitos dos sintomas de insônia primária podem ser prevenidas e tratadas adotando um estilo de vida adequado e seguindo as práticas da higiene do sono.

Já o tratamento da insônia crônica, é sempre essencialmente composto por terapia cognitiva-comportamental e/ou farmacológica.

Os Guidelines europeus e americanos, incluindo a Academia Americana de Medicina do Sono (AAMS) recomendam a terapia cognitivo comportamental (TCC) como primeira linha de tratamento para insônia crônica (duração de sintomas por mais de 3 meses) e o tratamento farmacológico, quando necessário, para casos agudos (duração de sintomas inferior a 3 meses) ou pelo período mais curto possível.


Como alimentos ou suplementos nutracêuticos podem ajudar?

• Triptofano: Aminoácido substrato para a síntese de melatonina. Estudos demonstram que a suplementação de triptofano reduz o tempo para adormecer e a latência do sono, principalmente em casos leves de insônia.

• GABA e Glutamina é neurotransmissor inibitório com efeito indutor de sono, melhora a qualidade do sono e reduz a latência. Alimentos fermentados por ácido láctico são ricos em GABA e pode ser eficientemente suplementado. A Glutamina, outro aminoácido não essenciais, é substrato para a síntese de GABA, via descarboxilação do L-glutamat. Acesse: http://www.purifarma.com.br/Arquivos/Produto/L-GLUTAMINA.pdf

• Gaba e L-theanina: A associação de GABA com L-theanina (aminoácido naturalmente encontrado na Camelia sinensis ou chá verde) tem efeito sinérgico positivo e demonstrou redução na latência e aumento na duração do sono

• Tirosina Aminoácido não essencial, substrato da noradrenalina. A liberação de noradrenalina é baixa durante o sono e aumenta muito ao despertar. A suplementação de tirosina pode ser usada após uma noite de insônia ou privação de sono para estimular a memória, o raciocínio lógico e estado de vigília.

Vitamina D:  Já foi demonstrado que a deficiência de vitamina D está associada a maior risco de transtornos de sono, ao sono de baixa qualidade e de curta duração. Acesse: http://www.purifarma.com.br/Arquivos/Produto/VITAMINA%20D3_Nova%20Literatura.pdf

Vitamina C: Níveis séricos mais elevados de vitamina C também são associados a melhor padrão de sono. Acesse: http://www.purifarma.com.br/Arquivos/Produto/VITAMINA-C-PO.pdf

• Zinco A suplementação de zinco em indivíduos que apresentam níveis abaixo do ideal deste elemento (<79,9 mcg/dL), comprovou ter efeito positivo no padrão de qualidade global de sono, na qualidade subjetiva e nos índices de latência. Acesse: http://www.purifarma.com.br/Arquivos/Produto/Bisglicinato%20de%20Zinco_NOVA%20LITERATURA.pdf

• Fitoterápicos e fitoquímicos Vários fitoterápicos com ação relaxante e propriedades calmantes podem auxiliar a tratar a insônia primária, especialmente quando o uso de hipnóticos não é indicado ou não é bem tolerado.

• Açafrão (Crocus sativus) extrato dos estigmas Carotenóides encontrados nos estigmas do Crocus sativus (Açafrão verdadeiro) demontraram significativa redução dos períodos de vigília, sem apresentar sonolência ao acordar.

• Ashwaganda (Withania somnifera) extrato da raiz Ashwaganda, ou ginseng indiano, um fitoterápico adaptógeno muito utilizado na Ayurvédica, já demonstrou reduzir ansiedade, estresse e depressão facilitando a preparação do organismo para o sono. É promissor no alívio da insônia e depressão estresse-induzida. Reduz níveis de cortisol e os efeitos imunossupressores provocados pelo estresse.

• Camomila extrato da flor Melhora padrões globais de sono e especialmente a latência.

• Extrato de Alecrim:: extrato da folha Demonstrou melhora significativa na qualidade de sono e pouco efeito na latência e na duração. Acesse: http://www.purifarma.com.br/Arquivos/Produto/EXTRATO-GLICOLICO-DE-ALECRIM.pdf

Acesse a matéria completa da Magi News, clique aqui.

Fonte: https://www.jmariano.com.br/maginews, de Reginalda Russo.

Para obter informações sobre nossos insumos, acesse nossa página de produtos ou WhatsApp bit.ly/whatsapp-purifarma.


📞 0800 025 8825⁣



Assine e receba nossas novidades!